segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carta anônima de um poeta à sua amada...

***Amar-te não por gozo da vaidade,
não movido de orgulho e ambição.
Não à procura da felicidade,
não por divertimento ou solidão.

Amar-te não por tua mocidade
- risos, cores e luzes verão -
E menos por fugir à ociosidade,
como exercício para o coração.

Amar-te por amar-te:
sem agora, sem ontem, sem futuro
Sem mesquinha esperança de amor
Sem causa ou rumo.

Trazer-te incorporada vida fora,
Carne de minha carne,
filha minha,
Viver do fogo que ardo e me consumo***

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